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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Novo teste pode detectar câncer de ovário

Foi desenvolvido um novo exame que detecta o câncer de ovário em um estágio mais prematuro do que os outros exames. A eficácia do exame ainda não está suficientemente testada, segundo afirmam alguns especialistas e a Food and Drug Administration (FDA, agência federal norte-americana que regulamenta alimentos e remédios).

O câncer de ovário é o crescimento descontrolado de células anormais nos ovários (órgãos reprodutivos femininos que produzem os óvulos). É realmente muito difícil a descoberta do câncer de ovário durante um exame ginecológico antes da fase tardia. Isto explica por que o câncer de ovário leva mais freqüentemente à morte que outros tumores. Se a doença for detectada no início, a paciente tem 90% de chances de cura. Se detectada em estágios posteriores, a porcentagem cai para 30%.

Só neste ano, nos Estados Unidos, mais de 21 mil casos novos de câncer ovariano foram diagnosticados e mais de 15 mil mulheres devem morrer da doença. O exame chama-se OvaSure e de acordo com A Sociedade dos Oncologistas Ginecológicos não será um exame de rotina, pois segundo a FDA, o teste oferece alto risco e se não receber a validação adequada pode prejudicar a saúde pública.

Para saber mais, visite:
www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=341
www.abcdasaude.com.br/artigo.php?60

Enem acontece neste domingo, 31 – entenda como é o exame

Estudantes de todo o país participam neste domingo, dia 31/08, da 11ª edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir das 13h às 18h (horário de Brasília). Neste ano o número de inscrições foi recorde: 4.004.715 participantes – um aumento de 14,3% em relação à 2007.

O crescente interesse pela prova é facilmente explicado: o exame é um dos requisitos para o estudante concorrer a uma bolsa no ProUni (Programa Universidade para Todos), e é aceito por mais de 500 instituições como critério de seleção.

Segundo o site do Ministério da Educação, o Enem é um “exame individual, de caráter voluntário, oferecido anualmente aos estudantes que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos anteriores. Seu objetivo principal é possibilitar uma referência para auto-avaliação, a partir das competências e habilidades que estruturam o Exame”.

Além de uma redação que é avaliada em cinco aspectos, a prova conta com 63 questões interdisciplinares e contextualizadas. Ou seja, o que é avaliado não é o conhecimento de um conteúdo específico, mas sim a habilidade do aluno de colocar em prática conceitos aprendidos em sala de aula. Valoriza, portanto, a autonomia do jovem na hora de fazer escolhas e decisões.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Dia Nacional de Combate ao Fumo

No dia 29 de agosto, ocorrerá em todo Brasil, ações em prol do combate ao tabagismo. O tema do encontro deste ano é “Ambientes 100% Livres de Fumo: um direito de todos”. Alguns dos locais de mobilização serão universidades, escolas e rodoviárias, segundo o Ministério da Saúde.

Saiba um pouco mais sobre algumas das programações para este ano e um breve histórico do surgimento do evento. Além disso, conheça os principais resultados desta luta contra o tabaco e alguns dos benefícios para quem deixa de fumar.

Programações:
No Rio de Janeiro serão realizadas ações educativas com distribuição de material informativo sobre o tema. No Espírito Santos serão promovidas palestras educativas em unidades de saúde e uma caminhada já está programada. No Pará, a Câmara Municipal promoverá uma sessão especial sobre a importância dos ambientes livres de fumo. No Amazonas, será distribuído material educativo em escolas, universidades e empresas. Em Tocantins haverá conscientização a respeito do tabagismo passivo em locais freqüentados por jovens como boates, academias e bares. As informações vêm do sítio do Ministério da Saúde.

Histórico:
Em 1980, o jornalista Adherbal Fortes de Sá, chefe de jornalismo do Palácio do Governo Estadual do Paraná, propôs a realização da 1ª Greve Estadual Contra o Fumo e a 1ª Meia Maratona. Apoiado pela Comissão Executiva e outras instituições não-governamentais, a maratona correu no dia 29 de agosto de 1980 e se repetiu nos oito anos seguintes. A participação dos jovens foi maciça. Foram coletadas 147.842 assinaturas sob o texto “Contra o Fumo e pela Saúde do Povo”. Com o apoio de parlamentares estaduais, foi instituído o Dia Estadual de Combate ao Fumo em 29 de agosto. Em 1986, o Presidente da República José Sarney instituiu oficialmente o dia 29 de agosto como Dia Nacional de Combate ao Fumo, homenageando desta forma o Paraná pelo seu envolvimento pioneiro da causa. Pela Lei Federal nº 7.488, de 11/07/86, também foi criada a Semana Nacional de Combate ao Fumo como forma de anualmente alertar a população jovem e adulta sobre os danos à saúde causados pelo fumo. Mais detalhes no sítio da Associação Médica Brasileira (AMB).

Saiba Mais:
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, estima-se que cerca de 200.000 mortes por ano são decorrentes do tabagismo. De acordo com um inquérito realizado entre 2002 e 2003, com pessoas de 15 anos ou mais, residentes em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal, a predominância de tabagismo variou de 12,9 a 25,2%, sendo dos homens mais elevada do que das mulheres. Porto Alegre registrou as maiores proporções de fumantes, de ambos os sexos, enquanto Aracaju teve as menores. Quanto aos jovens, verificou-se que a porcentagem de experimentação variou de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino e de fumantes variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino.

Veja os benefícios obtidos depois que um fumante deixa de consumir o tabaco, publicados no sítio Alagoas em Tempo Real.

- Após 20 minutos, a pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal;
- Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue do ex-fumante;
- Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
- Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor;
- Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida;
- Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora;
- Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio já foi reduzido à metade;
- Após 5 a 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram. (Fonte: Instituto Nacional de Câncer - Inca).

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Estudante foi vítima de violência sexual dentro da UFBA

Ontem, depois que a aluna A., 21 anos, que cursa o 6º semestre de dança na Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi assaltada e violentada no campus de Ondina, uma onda de revolta tomou alunos, funcionários e professores, Cerca de 400 pessoas reuniram-se para protestar contra a segurança da universidade. Quem apareceu para conversar com os manifestantes foi o vice-reitor Francisco Mesquita. Segundo o Correio da Bahia o diálogo acabou em bate-boca e o clima esquentou. Apesar de ser o primeiro caso de estupro registrado desde 2002,o próprio vice-reitor admitiu a ocorrência da entrada de bandidos e até de traficantes nos campi da UFBA.

Em depoimento à delegada Vânia Matos, a estudante contou que a tortura começou após ser abordada por um homem com uma arma, que pediu dinheiro e o celular. Como não tinha o aparelho e levava apenas 2 reais, o bandido começou a ficar nervoso. Tentando controlar a situação, ela sugeriu levá-lo até uma trilha pela qual ele pudesse fugir. Dois colegas ainda passaram pela moça, mas ela deu a entender que estava tudo bem. Porém, quando estavam no meio do matagal, o homem exigiu que ela tirasse a calcinha e fizesse sexo oral nele, como relatou a Folha Online.

A UFBA gasta cerca de 20% de seu orçamento, segundo o “Correio da Bahia”, com vigilantes, responsáveis por zelar pelo patrimônio mas não pelas pessoas que circulam lá dentro. Já foi sugerida a permanência de PMs dentro da universidade, o que não agradou aos estudantes e professores, como relata a Tribuna da Bahia. Para a comunidade acadêmica, a universidade deveria ter uma guarda própria, idéia desprezada pela reitoria até o momento. Enquanto isso, só neste ano, 74 ocorrências policiais já foram registradas.

Saiba Mais
Existem diversos graus de violência sexual, sendo que o mais grave deles é o estupro (quando há penetração sem o consentimento do parceiro). Outras formas de abuso sexual são denominadas de atentados violentos ao pudor. Todos eles são considerados crimes hediondos, que segundo o art. 224 do Código Penal, caracterizam-se por crimes cometidos mediante violência real.

Outros Casos
Não é a primeira vez que uma estudante é violentada dentro do campus de uma universidade. Porém, casos como esse, costumam ser abafados e não chegam ao conhecimento da sociedade, a não ser por boatos. Um caso que conseguiu ter grande repercussão na mídia foi o da série de ataques à mulheres no campus da Universidade de São Paulo (USP) em 2002. Outros dois casos foram há dois anos atrás, um na própria USP e outra na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, segundo dados da Folha Online.

Entre a vida e a morte – por dentro dos cuidados paliativos

“Paliativo”, do latim, significa manto, também pode ser aquilo que possui a capacidade de acalmar temporariamente algo, como por exemplo, uma dor.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define como cuidados paliativos aqueles que procuram atender as necessidades de pacientes terminais. Tais cuidados buscam aliviar dores, dar suporte psicológico, espiritual e familiar.

O que fazer quando é dado o diagnóstico de doença terminal? São poucas opções para o paciente sem chances de cura: ele pode permanecer no hospital e ser reduzido a uma sigla: “RHD” – “Regime Higiene-Dietético” (em outras palavras, “banho e comida”); ou voltar para casa, onde não terá assistência e irá esperar por sua morte.

Não há mais o que fazer pelo paciente. No entanto, alguns médicos apelam para procedimentos invasivos e dolorosos, buscando prolongar a vida a qualquer custo. É nessa hora que os médicos paliativistas podem entrar em ação. Ao invés de prolongar a vida sem qualidade, esses médicos podem garantir ao paciente uma morte sem dor física, com os sintomas da doença controlados e rodeado por aqueles a quem ama. Nem antecipar a morte nem esticar a vida, mas garantir que se viva até o fim com dignidade, essa é a visão do profissional da área.

As primeiras práticas de cuidados paliativos surgiram na década de 60, em Londres, onde a enfermeira Cecily Saunders criou um hospice (do francês, hospedagem, hospitalidade), para cuidar de doentes que não podiam ser curados. Somente em 1990, que a OMS reconheceu e recomendou a prática.

No Brasil, a primeira clínica a oferecer esse tipo de atendimento foi criada em 1983, em Porto Alegre. Hoje, com 31 pontos de atendimento no país (13 no Estado de São Paulo), o Ministério da Saúde prepara-se para publicar uma portaria com diretrizes para esse modelo de assistência.

Os pacientes desses centros vão aumentando a medida que se perde o preconceito, o medo da morte. Ao invés de “tentar tudo”, esses pacientes optam por viver – por dias ou semanas – com qualidade. Nesse meio tempo podem fazer uma viagem adiada a tempos, comer no restaurante preferido, rever filmes ou apenas beijar quem se ama. Diante da impossibilidade de cura, cabe ao médico um papel muito mais complexo: ele deve cuidar. Maria Goretti Salas Maciel, presidente da Academia Brasileira de Cuidados Paliativos, em entrevista à Revista Época, diz: “Olhamos para a pessoa inteira, e não para uma parte do seu corpo. Precisamos entender não só sua situação clínica, mas suas emoções, suas dificuldades. É preciso entender sua história para ajudá-la a viver a vida da melhor forma possível. Na Enfermaria, a morte é um parto do lado avesso: as médicas são parteiras que, em vez de esperar o tempo de nascer, respeitam o tempo de morrer”.

Para atender às múltiplas necessidades desses pacientes, o Ministério da Saúde prevê a criação de mais enfermarias de Cuidados Paliativos nos hospitais. Atualmente, cada enfermaria conta com uma equipe de médicos, psicóloga, enfermeiras, assistente social, fisioterapeuta e, quando o hospital dispõe, um padre. Cada leito é individual e tem duas camas, uma para o paciente e outra para os visitantes. O processo é vantajoso tanto para o paciente quanto para sua família. Nesse meio tempo, a família começa a aceitar a doença e entende que agora, mais do que nunca, o parente precisa de amor e carinho. E o enfermo consegue viver seus últimos dias da melhor maneira possível, ou seja, com dignidade.


Para saber mais sobre o assunto:

Abadia deve ser extraditado em uma semana

O caso Abadía no Brasil parece estar próximo do fim. O secretário nacional da Justiça, Romeu Tuma Junior, pretende extraditar em até uma semana o narco-traficante colombiano para os Estados Unidos.

A decisão favorável a extradição foi tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 13 de março e ontem, 19, após as finalizações de negociação entre o Ministério da Justiça e a Justiça dos Estados Unidos. Os documentos necessários foram encaminhados ao Palácio do Planalto. Agora só falta a assinatura do presidente Lula, para que Juan Carlos Ramírez Abadia seja finalmente extraditado.

Abadia é considerado o maior traficante ativo do mundo desde a morte do barão da droga Pablo Escobar, também colombiano, há 14 anos. O traficante está detido desde 11 de agosto de 2007 em Mato Grosso do Sul, e em abril de 2008 foi julgado pela Justiça brasileira por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e corrupção ativa. Abadia foi condenado a 30 anos e 5 meses de prisão e uma multa de R$ 4,32 milhões.

Quando a extradição foi solicitada pelos Estados Unidos, em 18 de outubro de 2007, a Colômbia declarou que caso fosse aceita pelo Brasil não tornaria a fazer um pedido semelhante futuramente.

A extradição consiste na entrega de uma pessoa condenada por, ou suspeita de, infração criminal, a outro país, para que lá seja julgada e condenada segundo as leis daquele país. Para tal operação é necessário que os países possuam acordos entre si. No caso de Brasil e Estados Unidos o pedido de extradição deve ser feito pelo pais requerente em até 60 dias após a informação oficial de prisão de qualquer criminoso.

Dengue na Facamp

A professora de inglês Edna Garbelotti contraiu dengue e afirma ter sido picada pelo mosquito transmissor Aedes aegypti nas dependências da Facamp. Testemunhas afirmam ter visto o mosquito na faculdade. O aluno Thiago Dallaverde garante ter visto três mosquitos em áreas próximas ao bloco do curso de design. O diretor Silvio Rosa afirma que todas as providências são tomadas para que o ambiente não fique propício a proliferação do Aedes aegypti.

O Brasil é um país cujas condições ambientais são favoráveis a propagação do mosquito. Segundo o Ministério da Saúde, apenas entre janeiro e março deste ano foram registrados 120.413 casos de dengue clássica, 647 de febre hemorrágica da dengue e 48 óbitos causados pela doença, a maioria na região Sudeste. Em 2006, entre janeiro e setembro, 279.241 pessoas foram infectadas no Brasil, o que equivale a um caso a cada 30 quilômetros quadrados do território.

Os sintomas da dengue são facilmente confundíveis com os de uma gripe: Dores no corpo, febre e dor de cabeça. Para o combate da doença o melhor remédio é a prevenção, ou seja, evitar o acúmulo de água parada para dificultar a reprodução das larvas do mosquito.