O caso Abadía no Brasil parece estar próximo do fim. O secretário nacional da Justiça, Romeu Tuma Junior, pretende extraditar em até uma semana o narco-traficante colombiano para os Estados Unidos.A decisão favorável a extradição foi tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 13 de março e ontem, 19, após as finalizações de negociação entre o Ministério da Justiça e a Justiça dos Estados Unidos. Os documentos necessários foram encaminhados ao Palácio do Planalto. Agora só falta a assinatura do presidente Lula, para que Juan Carlos Ramírez Abadia seja finalmente extraditado.
Abadia é considerado o maior traficante ativo do mundo desde a morte do barão da droga Pablo Escobar, também colombiano, há 14 anos. O traficante está detido desde 11 de agosto de 2007 em Mato Grosso do Sul, e em abril de 2008 foi julgado pela Justiça brasileira por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e corrupção ativa. Abadia foi condenado a 30 anos e 5 meses de prisão e uma multa de R$ 4,32 milhões.
Quando a extradição foi solicitada pelos Estados Unidos, em 18 de outubro de 2007, a Colômbia declarou que caso fosse aceita pelo Brasil não tornaria a fazer um pedido semelhante futuramente.
A extradição consiste na entrega de uma pessoa condenada por, ou suspeita de, infração criminal, a outro país, para que lá seja julgada e condenada segundo as leis daquele país. Para tal operação é necessário que os países possuam acordos entre si. No caso de Brasil e Estados Unidos o pedido de extradição deve ser feito pelo pais requerente em até 60 dias após a informação oficial de prisão de qualquer criminoso.
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