quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Educação básica no Brasil

Na última terça-feira (9/9), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou uma tabela em que constam os valores de gastos com educação por aluno em 33 países.

O Brasil ficou em último lugar, com um valor aproximado de 1.000 euros (R$ 2.439) anuais por aluno, ficando atrás de países como Estônia, Polônia, Eslováquia, Chile, México e Rússia, que gastam anualmente entre 2.700 e 1.400 euros (entre R$ 6.586 e R$ 3.415).

Segundo esse valor médio de custo por aluno e tendo em vista que o Brasil possui 50 milhões de alunos no ensino básico, o montante do investimento nesse setor seria de aproximadamente de R$ 122 bilhões. O valor real, entretanto, é menor por que os professores do ensino básico têm seus salários relacionados à idade de seus alunos – professores das séries iniciais ganham menos do que nas finais. Situação que faz parte das críticas postadas no dia 9 de setembro no blogue de Rosely Sayão.

A psicóloga e atual colunista do caderno “Folha Equilíbrio”, da Folha de S. Paulo, ainda aproveita o assunto em pauta, educação básica, e faz alguns pedidos para os próximos governantes em seu texto. Entre eles está o de que todas as crianças menores de 6 anos estejam na escola, já que segundo ela: “nessa idade a criança não sabe e nem tem como se defender da educação com ela praticada, por isso precisa de educadores profissionais capacitados para acompanhá-la.”.

O portal de educação do site Uol abriu um grupo de discussão com a seguinte questão: “Quais são os principais déficits da educação brasileira?”

Usuários como Regiane de Brasília comentam: “É inaceitável que em um país onde deveria ser referência para os outros países do Mercosul, a educação ser deixada de lado quando deveria ser o primeiro item a ser investido na economia do país porque é retorno certo. É complicado nessa situação tentar falar que o país é preocupado verdadeiramente com a sua população quando deixa coisas básicas fora de grandes decisões.”.

Regiane não está errada, tendo em vista a constatação de Renata Cafardo em seu blogue, no post de 7 de setembro, onde ela relata a sua recente e breve visita a Buenos Aires e faz comparações da educação no Brasil com a Argentina e até mesmo com o Chile, que atualmente é considerado o país da América Latina com maior melhoria anual de ensino nos últimos anos, segundo dados do Pisa, um dos programas da OCDE, superando o ensino Brasileiro e Argentino.

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