quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Fernandinho Beira-Mar é julgado e condenado mais uma vez

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi julgado no último dia 25, e condenado, mais uma vez, pelo juiz Sergio Fernando Moro, da 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e de armas.

Atualmente o criminoso está detido na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e ontem teve mais 29 anos somados a outros períodos de reclusão a que já fora condenado, totalizando agora uma pena de aproximadamente 140 anos.

Fernandinho Beira-Mar já foi julgado em Cabo Frio, Duque de Caxias, Minas Gerais, Paraíba e, agora, em Curitiba.

Luiz Fernando da Costa nasceu na favela Beira-Mar em Duque de Caxias (RJ). Antes de completar 20 anos já estava envolvido com o tráfico de drogas na região e realizava alguns furtos, inclusive a depósitos de armas militares.

Foi julgado e condenado a dois anos de prisão por tráfico de armas. Cumpriu a pena, e ao sair da prisão voltou a morar na favela Beira-Mar, onde se tornou um dos comandantes do tráfico na região até ser considerado, anos depois, um dos maiores traficantes de armas e drogas da América Latina.

Sua fase áurea, se é que podemos dizer assim, foi entre os anos de 1990 e 1995, quando montou seu próprio esquema de distribuição de drogas e comandou o tráfico em diversos morros cariocas, entre eles: Borel, Rocinha, Chapéu Mangueira e Favela do Vidigal. Em 1996 foi preso pela segunda vez, mas não chegou a ficar nem um ano no presídio de Belo Horizonte. Agentes penitenciários foram acusados de facilitar sua fuga.

Suspeita-se que Beira-Mar já tenha morado no Paraguai, Uruguai, Bolívia e Colômbia, onde terai se aliado às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Nesse período montou um grandioso esquema de lavagem de dinheiro no maior banco federal estatal do país. Anos depois, em 2001, foi capturado na Colômbia, pelo exército e agentes norte-americanos, e extraditado para o Brasil.Naquela época, ele foi apontado como responsável por 70% da cocaína que entrava no Brasil.

Preso em 2002 e enviado ao presídio de segurança máxima de Bangu I, foi apontado como o organizador uma rebelião meses depois com o objetivo de matar Ernaldo Pinto Medeiros, o Uê, e outras lideranças de uma facção criminosa rival.

Desde sua prisão, o traficante foi transferido diversas vezes de penitenciárias, primeiro por perder direito ao regime especial de prisão e depois por várias decisões judiciais. Beira-Mar é sempre mantido em total isolamento, por ser um criminoso de alta periculosidade.

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